O Haiti, adversário do Brasil no Grupo C, protagonizou a primeira polêmica extracampo do Mundial: após exigência da FIFA, a federação haitiana concordou em alterar os uniformes da Copa. A entidade alegou que o design original continha 'mensagem política' — a camisa trazia um símbolo ligado à independência do país.
A decisão gerou debate: para críticos, a FIFA aplicou rigor excessivo a uma referência histórica nacional; para a entidade, o regulamento de equipamentos veda qualquer elemento de natureza política, sem exceções. O novo modelo já foi aprovado e será o utilizado na estreia contra a Escócia.
Para o time caribenho, o episódio é só mais um capítulo de uma campanha que já é histórica: o Haiti disputa apenas sua segunda Copa do Mundo — a primeira desde 1974 — e fará dois de seus jogos contra Brasil e Marrocos, num grupo onde qualquer ponto será celebrado como título.
O Brasil encara o Haiti na segunda rodada, dia 19, na Filadélfia. Para o apostador: zebras absolutas em Copas costumam render odds altíssimas em mercados alternativos — handicaps generosos para o azarão pagam bem quando o jogo 'morre' cedo.
