A maior dúvida de Carlo Ancelotti para a estreia do Brasil na Copa não está na defesa — está no comando do ataque. A disputa entre Igor Thiago e Endrick pela vaga de centroavante chegou aberta à véspera do jogo contra o Marrocos, e divide também a opinião dos torcedores.
Os perfis são opostos. Igor Thiago é o centroavante de referência: forte, presente na área, vindo de temporada de destaque no futebol inglês, onde se firmou como finalizador confiável. Endrick é o talento precoce: explosivo, imprevisível, com a confiança de quem amadureceu cedo nos grandes palcos da Espanha.
O adversário pesa na escolha: contra o bloco fechado marroquino, um homem de área que segure os zagueiros e finalize cruzamentos pode valer mais do que velocidade em espaços que talvez não existam. Por outro lado, se o jogo travar, a capacidade de Endrick de inventar uma jogada do nada é o tipo de recurso que decide estreias truncadas.
Nas casas de apostas, os mercados de 'marca a qualquer momento' dos dois refletem a indefinição — e quem acompanhar o anúncio da escalação oficial, cerca de uma hora antes do jogo, terá vantagem nas odds de gol do titular confirmado. É o tipo de detalhe que separa o apostador atento do apressado.
