Lothar Matthäus, capitão do tetra alemão em 1990 e recordista de jogos em Copas durante décadas, fez sua aposta para o Mundial: vê a Alemanha forte, capaz de chegar às semifinais — mas com um teto claro. 'Acredito que voltará a perder contra eles', afirmou o ídolo, referindo-se ao algoz recente da Mannschaft em torneios grandes.
A leitura de Matthäus ecoa a posição dos modelos estatísticos: a Alemanha do novo ciclo reencontrou identidade e volume de jogo, estreou com goleada encaminhada sobre Curaçao no papel e tem caminho razoável no Grupo E — mas segue um degrau abaixo do trio Espanha-França-Inglaterra nas projeções de título.
Para a lenda alemã, o problema não é técnico, é de hierarquia: nos cruzamentos decisivos, a geração atual ainda não provou ser capaz de derrubar as seleções do topo — e é exatamente esse tipo de jogo que define Copas.
Nos mercados de longo prazo, a Alemanha aparece como o 'azarão de elite': odds de título acima das três favoritas, mas com consistência histórica de mata-mata que nenhum modelo ousa ignorar. Semifinalista é, há décadas, o piso alemão em Copas — e o mercado de 'fase de eliminação' da Mannschaft costuma pagar bem quem entende esse padrão.