Dezesseis anos depois, o Paraguai está de volta à Copa do Mundo — e do jeito mais paraguaio possível: sem estrelas globais, com uma campanha de Eliminatórias construída sobre defesa sólida, bolas paradas e uma identidade coletiva que virou estratégia deliberada e deu certo.
A missão da estreia, porém, é das mais ingratas do torneio: encarar os anfitriões Estados Unidos em Los Angeles, num estádio lotado e com o país inteiro mobilizado pela maior expectativa da história do futebol americano.
A história, curiosamente, já viu esse filme — com outro final: no primeiro encontro entre as seleções em Copas, em 1930, os americanos atropelaram por 3 a 0. O Paraguai de 2026 aposta que quase um século depois, o roteiro se inverta no detalhe: jogo truncado, bola parada e um contra-ataque fatal.
Para o apostador, o perfil do confronto é clássico: anfitrião favorito e empolgado contra azarão que vive de jogo feio. O empate paga bem — e seleções como o Paraguai existem para frustrar favoritos exatamente nesses palcos.
